sábado, 22 de dezembro de 2012

Oh, look! [para Livs]


There she is, sat on a golden chair.
One can't fell a thing by looking in her face
no love, no grieves, no despair:
She's just in another dimension of space.

There she is, static, makes no moves.
One can fell everything around breaks
and yet, her eyes aren't proves
that this blank is a heartache.

There she is, finally a single tear roll.
One can see it touching her lips,
but can't see if it touches her soul
or if this tear inside her heart rips

Then she gets up and goes, is it a dream after all?
There she is and you're tripping with a picture on the wall!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Nós vamo no chinelo

Vou fala pras novinha
pras gatinha e as princesinha
até pras coroa de plantão
só num vô fala é pras mina canhão

Se eu soletra na sua orelha
vou te encher de tesão
vai se esquecer do camaro
e até do cano da bike
do Daniel cabeção
 
Pode vim essa menina
com cara de bandida
hoje é você a escolhida
pra passar na minha mão
 
Se eu soletra na sua orelha
vou te encher de tesão
vai se esquecer do camaro
e até do cano da bike
do Daniel cabeção
 
Hoje te faço rainha
Vou te encher mordida
pra ficar toda dolorida
e essa noite nunca ser esquecida 
Se eu soletra na sua orelha
vou te encher de tesão
vai se esquecer do camaro
e até do cano da bike
do Daniel cabeção

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Arrocha em duas rodas...

A inveja dos boy mata
cutuca, espeta
só porque eu levo a gata
no cano da bicicleta

Os cara tem carrão
gasta um monte na balada
eu só colo na saída
e bora na pedalada

Gatinha perde a linha
porque eu não perco o ar
calma linda, toma aguinha
que hoje a noite vai durar

A inveja dos boy mata
cutuca, espeta
só porque eu levo a gata
no cano da bicicleta

Os cara tem carrão
gasta um monte na balada
eu só colo na saída
e bora na pedalada

Não adianta
sua grana
o que ela quer
é só na cama
quer beijinho
quer carinho, não você
que é um banana
Seu Camaro
não é de nada
de bike eu pego a mulherada
seu cartão de nada vira
No arrocha as mina piraaaaaaaaaaaaa!

A inveja dos boy mata
cutuca, espeta
só porque eu levo a gata
no cano da bicicleta!

Os cara tem carrão
gasta um monte na balada
eu só colo na saída
e bora na pedalada!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Las clases en martes

Terça tem aula de musica
não dá pra perder
Mas sempre
antes de qualquer coisa
que deixa contente
uma prece aos deuses
em nossos sonhos sempre presentes
quando abrir a mente
e contar os segredos dos regentes
que com seus dedos
fazem de cada nota um instrumento
 
Mande um som!
e me conte
sobre o Blues
e sua dupla marcação
Talvez seja por isso
que é tão bom...
Mas esse papo lembra
meu querido (e pobre) palmeiras
como é lamentável nossa situação

Quando falou-me sobre os tons
e suas alturas
A noite era alta
Já estávamos altos
e chamávamos a atenção dos astros
 
Foi nessa altura
que vizinhos incoerentes
blasfemavam descontentes
palavras de hipocrisia
Só porque a maioria
não estão pra vida
como deveria
Vivendo num mundo
sem poesia

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Vem geral que acabou a miséria (desafio funk proibidão)

Vem!
Vem morena, que o bonde tá teno:
O veloster, o boldinho, e uns veneno!
Vem que vem, que hoje nóis tá podeno!

Cabô
Cabô miséria, favela agora bombô,
Funk nos carro dos boy estralô!
E as Novinha tudo pirô!

Vem!
Vem loirinha, que hoje vai rolá
O rolê é vida, você vai pirá!
Vem que vem, que nóis é tipo "A"!

Cabô
Cabô miséria, portando rolex, hugo boss, vários kit,
Com os zica do baile a batida persiste!
Quem cola com nóis é só mina de elite!

Vem!
Vem geral, que o bonde é chapa quente
Nem forga com nóis de fuzil e vários pente
Vem que vem, que ninguém para a gente

Cabô
Cabô miséria, na pista a galera frita!
Os muleque zica vem e agita
e Quando passa as novinha grita!

domingo, 14 de outubro de 2012

saideira

essa é a saideira, microtex-tos.
daqui vou por aí
com cartola na cabeça
a procurar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

lettre d'un légionnaire lyrique en marchant au son de "Le boudin"

Seria fácil a este poeta cantar-te doces canções e reviver o cenário bucólico de onde sua figura me parece ter saído.
Seria fácil exaltar-te a beleza. Falar da cor de teus olhos, fazer elegias ao seu perfume.
Seria fácil falar-te de tua pátria, comparar-te a gata que tem as horas nos olhos e até mesmo vislumbrar a delícia de encontrar-te em Paris e te sorver com um bom champagne.
Seria tudo muito fácil.
Mas sem que soubesses, me levaste até a borda de um espelho, onde me fixei e observei a realidade como uma fina camada, com uma tensão superficial, de modo que eu ficasse preso na oscilação causada pela dualidade entre a leveza das palavras, que "facilmente" flutuariam e exprimiriam de várias formas o que foi sentido e percebido em poucos minutos, e o peso dos questionamentos incutidos em minha mente, quando me dirigiste a palavra e concluíste que para mim era fácil tudo aquilo por saber  usar as palavras.
É mesmo tão fácil? Até que ponto? Será que só o faço por ser fácil? Será que é fácil por de fato não existir?
Nada existe!
E eu sigo Legionário lírico, rasgando essa fina superfície a baionetas e atirando pra todos os lados!

"Nous sommes des dégourdis,
Nous sommes des lascars
Des types pas ordinaires.
Nous avons souvent notre cafard,
Nous sommes des légionnaires."